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DS São Paulo promoverá seminário
para comemorar os 200 anos da Aduana Brasileira
Evento
será dia 1º de dezembro
Unafisco
DS/SP - 20/10/2008
Atualizada
- 19/11/2008 - 11h40
Homenageando
a abertura dos portos no Brasil, em 28 de janeiro de 1808,
a DS São Paulo promoverá o “Seminário
dos 200 anos da Aduana Brasileira”, no dia 1º
de dezembro, 2008 (uma segunda-feira), das 9h30 às
19 horas, no Hotel Ca’d’Oro, Rua Augusta,
129, Consolação, São Paulo-SP. O
objetivo é fomentar a reflexão e o debate
sobre o papel da Aduana como órgão de soberania
nacional no atual contexto da globalização.
Parlamentares,
representantes da sociedade e AFRFBs estão entre
os palestrantes. Já estão confirmadas as
presenças do coordenador-geral de Administração
Aduaneira, Francisco Labriola Neto; de Ernani Argolo Checcucci
Filho, oficial sênior e gerente do Programa Columbus
da Diretoria de Fortalecimento Institucional da Organização
Mundial de Aduanas (OMA); do AFRFB Marcos Vinicius Neder;
e dos deputados federais João Dado (PDT/SP) e Arnaldo
Faria de Sá (PTB/SP). Em breve divulgaremos a programação
completa.
Inscrições
- As inscrições para o seminário
vão até o dia 19 de novembro para os colegas
ativos. Os aposentados poderão se inscrever até
o dia 25 do mesmo mês. Para se inscrever, envie
um e-mail para atendimento@unafiscosindical-sp.org.br,
ou ligue para 3299-5350, informando o telefone de contato,
a lotação, e se é ativo ou aposentado.
A
Aduana no Brasil
Desde a abertura dos portos, a Aduana teve
um papel de extrema importância na consolidação
do Brasil como País no cenário internacional.
Assim foi durante o período imperial, onde a Aduana
além da sua importância como a de controle
das atividades de importação e exportação,
participando com uma arrecadação de impostos
correspondente a mais de 60% da arrecadação
tributária.
Gradativamente,
com a inserção do Brasil no cenário
industrial mundial, houve uma queda da participação
na arrecadação tributária dos impostos
sobre o comércio exterior, em função
do processo de substituição de importações,
levado a efeito a partir dos anos 30, que aumentou paulatinamente
a participação dos Imposto sobre a Renda,
sobre o Consumo e sobre Vendas e Consignações.
A
aduana com atuação em todo o Território
Nacional conta atualmente com 23 Alfândegas, 57
Inspetorias e 62 Portos Secos. Em 2007, foram arrecadados
mais de R$ 12 bilhões com Imposto de Importação
e a Aduana apreendeu mercadorias no montante de mais de
R$ 1 bilhão.
A
era da Globalização
Aproximadamente nas décadas de 1950
e 1960, teve início a era da Globalização,
com o avanço da informática, a criação
das multinacionais, a possibilidade de criação
de off-shores em diversos países do mundo, a formação
dos grandes blocos de países com interesses comerciais
comuns, as grandes correntes migratórias em procura
de países com oferta de empregos, tais como os
Estados Unidos, os países da Europa, o Japão,
etc.
Concomitantemente,
as atividades ligadas aos crimes, de terrorismo do tráfico
de drogas e outros, levaram os países desenvolvidos
a aplicarem rotinas próprias para o desbaratamento
das fontes que o alimentam, tais como a “lavagem
de dinheiro”.
Calcula-se,
segundo o Federal Bureau of investigation – FBI,
que a lavagem de dinheiro movimente entre US$ 500 bilhões
e US$ 1,5 trilhões por ano no mundo, o que equivale
a 5% da produção mundial e mais de um quarto
de todo o comércio internacional de mercadorias.
Para o governo dos Estados Unidos da América –
EUA, o Brasil é um importante centro de lavagem,
com cerca de 2,5% do movimento global.
O
Brasil, foi signatário e participante ativo destas
atividades internacionais de combate à “lavagem
de dinheiro”, desde a promulgação
do Decreto nº 154 de 26/06/1991, que incorporou a
Convenção de Viena contra o Tráfico
Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias
Psicotrópicas, de 20/12/1988, até a celebração
com vários países, de acordos de Cooperação
Judiciária em Matéria Penal.
Dessa
forma, observe-se que o Brasil entrou definitivamente
na era da globalização, e, isto acarreta
uma necessidade de implantação de procedimentos
internos que mantenham o país na comunidade global,
tanto com o controle das operações virtuais
como o de controle físico das fronteiras e das
áreas alfandegadas.
O PAPEL DA ADUANA NESTE NOVO CONTEXTO GLOBALIZADO
Se por um lado, as nações desenvolvidas
se articulam contra os crimes ligados ao terrorismo e
ao tráfico de droga, em termos mundiais, sem levar
em conta as fronteiras físicas dos países,
pois não se consegue caracterizar fisicamente um
local de referência para o combate destes crimes,
cada país tem que se estruturar para conviver com
esta situação e proporcionar a defesa de
seus interesses.
Observa-se que o controle e proteção das
fronteiras do país, fisicamente, é umas
das condições primordiais para a globalização,
e, principalmente a integração dos vários
órgãos governamentais na atuação
conjunta, para a defesa dos interesses do país
e da comunidade internacional, dessa forma é importante
que: Que a Receita Federal, através da Aduana participe
ativamente da implementação dos acordos
internacionais de combate aos crimes; Que a ação
aduaneira, sob supervisão da RFB, seja efetuada
integradamente pelos diversos órgãos envolvidos;
Que a legislação tributária, nos
assuntos aduaneiros seja consolidada, e já contemplando
os efeitos da globalização, num “Código
Aduaneiro”. (trecho
da tese “A importância da Aduana na inserção
do Brasil no mundo globalizado”, enviado ao XI Conaf
pelos AFRFBs Euvaldo Dal Fabbro Jr; Ronaldo Dal Fabbro
e Rubens Nakano).
Leia também:
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anos: DS/SP convida deputado Michel Temer para ser palestrante
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